A cidade do compositor de Imagine abriga até o fim do mês um outro apelo à Paz. São mais de 150 trabalhos de Pablo Picasso que mostram a faceta política da obra deste que é tido como um dos grandes gênios do século XX. Os trabalhos, apresentados juntos para o público na exposição "Picasso: Paz e Liberdade", ficam em cartaz na galeria Tate de Liverpool - a cidade do Beatle John Lennon - até o dia 30 de agosto.
Muito conhecido por seu ego e pelo "temperamento artístico", o pintor espanhol viu seu engajamento político ser ofuscado pelo mito que criado em torno do seu personagem. A exposição pretende se aprofundar um pouco mais na idéia do pacifista que associamos ao autor de "Guernica", numa tentativa que a galeria considera pioneira e que tenta "refletir um Picasso novo para um novo tempo".
O tema político nem sempre aparece de modo tão explícito na obra do artista que se comoveu com dramas como a guerra civil espanhola e com as primeiras fotografias tiradas dos campos de concentração. Sua vida que percorre um século tão importante quanto conturbado, o que o permitiu ser contemporâneo de questões como o conflito entre ocidente e oriente médio, a guerra fria e a crise dos mísseis de cuba (episódio que quase desencadeou a terceira guerra mundial) e deixar sua obra permeável a todas elas.
O Pablo Picasso libertário e pacifista está traduzido em quadros, esculturas, desenhos e gravuras que vieram de grandes museus e coleções internacionais; além de fotografias, filmes, cartazes e documentos. A exposição é uma oportunidade de despertar para a sensibilidade e o desejo do homem que eternizou a pomba branca como símbolo da paz (ela foi usada no primeiro Congresso Internacional pela Paz, em Paris, no ano de 1949), através desta visita que a Tate faz ao mito.
A exposição que ocupa nove salas do prédio localizado na cidade dos Beatles pode ser vista até o dia 30 de agosto, e a entrada custa 10 libras.