A obra de Florian Raiss, artista carioca representado pela Galeria Fabio Pena Cal desde 2004, passeia pela pintura, pelo desenho e escultura. Com abordagem extremamente contemporânea, Raiss imprime em suas obras uma força e, ao mesmo tempo, delicadeza, nos remetendo tanto ao barroco quanto à arte clássica, mitológica, greco-romana.
Em sua série Quadrúpedes, de esculturas em bronze, ele revela um lado mais rústico do ser humano. Sugere o embate civilização versus natureza, grotesco versus sutileza, deixando evidente o lirismo, a fantasia.
“Ao posicionar seus homens e mulheres de quatro, como um animal, ele nos remete ao lado mais selvagem da humanidade. Mas faz isto de maneira sutil, delicada, com sensibilidade, ao dotar suas feições de traços finos e expressões suaves”, disse Fabio Pena Cal, que destaca ainda a forte sensualidade das obras de Raiss, que se dedica à alma humana, à expressão de sentimentos.
De 73 a 75, o artista carioca passou pelas academias de Belas Artes de Florença e de Roma, na Itália. Depois, pela Academia de San Carlos, na Universidade Nacional Autônoma do México, onde estudou até 1977. Daí vem sua formação. Participou de diversas mostras individuais e coletivas. Já expôs em Long Beach, nos EUA, na Venezuela, Portugal, Suécia e Alemanha.
“Florian Raiss encontrou uma linguagem contemporânea ao executar uma escultura que se fundamenta nos princípios básicos da modelagem e na fundição em bronze sem se perder nos efeitos provocativos da escultura figurativa do começo do século vinte. Sabiamente desprendeu da modelagem os efeitos tentadores da gestualidade da matéria, para adotar uma feitura macia, transformando a matéria num amalgama de quem tem um prazer quase erótico, delicado, sutil e sensível, um prazer de quem acaricia pacientemente o barro e o transforma no domínio de suas formas lisas e tentadoras, cúmplices de seu desejo.”
(trecho de “Um Escultor a Caminho do Humano”, de Emanoel Araujo)
“Ao deparar-me então com os desenhos de Florian Raiss, a primeira impressão diante daquele “diário íntimo sensual” – pois é assim que vejo o ato de desenhar, um gesto muito pessoal e sensível, e a mais direta e sincera das linguagens plásticas, foi a de que estava diante de um arquivo “infernal”, pleno de erotismo.”
(Trecho de “Volúpia”, de Ricardo Rezende)
Mais sobre o artista: www.florianraiss.com.br)
Publicado em 26/08/2009
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