Artistas

Braz Marinho

Braz Marinho

Obras do Artista

Biografia

Braz Marinho, iniciou a carreira artística em 1984 com  a participação no 12º  Salão dos Novos de Pernambuco, pelo Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (Olinda), quando apresentou desenhos e pinturas.

Em 1986 fixou residência em São Paulo, onde participou de exposições coletivas no Clube de Criação , no Masp e no Centro Cultural Brasil - Estados Unidos; individualmente expôs no Centro Cultural São Paulo.
Neste período (1986-1997) trabalhou também como artista gráfico, tendo ganhado
o Prêmio Relêvo pela série de desenhos Ciclo do Boi.
                   
Transferiu-se para Portugal em 1992, quando experimentou trabalhar com azulejos e faiança, em Alcobaça, cidade referência na produção deste tipo de suporte, tendo pintado vários painéis que hoje estão em algumas residências da região de Leiria e Carvalhal do Turquel.

Em 1997 retorna ao Recife, onde inicia trabalhos de escultura com madeira e representa o Brasil em dois eventos internacionais ( Barcelona, Espanha e Roubaix, França ). Em 1999 produz a série Orizontimaginário que foi exposta na Fundação Joaquim Nabuco, na Galeria Vicente do Rego Monteiro sob curadoria de Moacir dos Anjos e depois no 26º Salão Nacional de Belo Horizonte, quando foi premiado pela instalação Money man . Ganhou também o prêmio para exposição individual pela série de esculturas de Orizontimaginário, pelo Museu de Arte da Pampulha, em 2000. Em 2001 expôs a mesma série na Galeria Fayga Ostrower
pela Funarte, em Brasília.

Ainda em Recife produziu a série Pressão/Ausência, com trabalhos entre desenhos, pinturas e esculturas que foram expostos no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, na Casa João Turim, Paraná, e no Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba.
                    
Em 2005 foi patrocinado pelo BNB Cultural para quatro exposições em capitais brasileiras e participou de exposições no Centro Cultural Borges e Centro Cultural Vitória O’Campo ( Buenos Aires e Mar Del Plata) ambos na Argentina.

Em 2008 participou da Bienal do Recôncavo no Centro Cultural Dannemann, na Bahia, quando apresentou esculturas em madeira.
                    
Em 2009 ( maio e junho ) apresenta trabalhos sobre papel (gravuras e desenhos ) , em dois eventos para este tipo de suporte nas cidade de Latina  e Aprilia, ambas na Itália.
                    
Atualmente trabalha em duas frentes: na fusão de duas séries de trabalhos ( Pressão / Ausência e Horizontimaginário ) originando ELEMENTOS PARA UM HORIZONTE IMAGINÁRIO (desenho, pintura e escultura ) e na produção de fotografias e roteiro para a vídeo-arte CROMO SOMOS.


Exposicoes Coletivas

1984 – 12º Salão dos Novos de Pernambuco – Museu de Arte Contemporânea – Olinda
1986 – Arte na Benfica – Galeria Murilo La Greca – Recife
1987 – Mostra Pirelli de Pintura – Masp – São Paulo
1997 – Drap Art – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona – Espanha
1997 – Braderie de L’art Festival – Roubaix – França
1999 – 5ª Mostra de Esculturas João Turim – Museu de Arte Contemporânea de Curitiba
2000 – 8° Salão de Artes Plásticas de João Pessoa – Núcleo de Arte Contemporânea – UFPB
2001 – 26º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte – Museu de Arte da Pampulha
2003 – 60º Salão Paranaense – Museu de Arte Contemporânea do Paraná – Curitiba
2005 – Centro Cultural Borges – Buenos Aires – Argentina
2006 – Centro Cultural Vitória O’Campo – Mar del Plata – Argentina
2007 – Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa – Paraíba
2008 -  XIV Bienal do Recôncavo – São Félix – Bahia        
2008 – Arte dos Sete Mares – Cabanga Iate Clube – Recife - Pernambuco
2009 – In Cartis e In Pressione – Casa Arte de Latina e Museo dell’arte de Aprilia – Itália.

Exposicoes Individuais                                                   

1988 – Indivíduo – Centro Cultural São Paulo – São Paulo
1999 – Ciclo – Núcleo de Arte Contemporânea de João Pessoa - UFPB
2000 – Com Vento no Capítulo Dois – Centro Cultural São Francisco – João Pessoa
2000 – Horizontimaginário – Galeria Vicente do Rego Monteiro – Fundaj – Recife
2001 – Horizontimaginário – Galeria Quadrum – Belo Horizonte
2001 – Cicatriz – Museu da Abolição – IPHAN – Recife
2003 – Pressão / Ausência – Núcleo de Arte Contemporânea de João Pessoa
2004 – Horizontimaginário – Galeria Fayga Ostrower – Funarte – Brasília
2005 – Pressão / Ausência – Quadrum Galeria – Belo Horizonte – Minas Gerais
2006 – Elos Cambiáveis – Galeria Mariana Moura – Recife – Pernambuco
2006 -  Trajetória 2000 – 2006 – Usina Cultural Saelpa Energisa – João Pessoa – Paraíba
2007  - Grandes Formatos – Escultura - Museu Murilo La Greca – Recife – Pernambuco
2009 - Orizontimaginario - Fabio Pena Cal Galeria de Arte, Salvador - Bahia
 

Premios                                                                          

1988 -  Prêmio Relevo Nacional – Artes Gráficas – São Paulo
2000 – Prêmio Aquisição – 26º Salão Nacional de BH – Museu de Arte da Pampulha
2001 – Prêmio Exposição Individual no Salão Nacional de Belo Horizonte


 

Críticas

Moacir dos Anjos
Situados nos limites que separam os campos da escultura, do desenho e da pintura, os trabalhos de Braz Marinho cortejam o risco de apoiar-se nas bordas do que é impuro. Essa transitividade de meios se afirma na multiplicidade de materiais empregados: alumínio, madeira, ferro, e em outros trabalhos recorta folhas de metal em formas retas e as submete, em ritmados movimentos, ao contato áspero de matéria mais dura, arranhando assim suas superfícies lisas. O efeito desses riscos é menos gráfico, contudo, que de pintura, posto que modulam, de acordo com a direção dos rasos sulcos cavados, a absorção e o reflexo da luz que sobre o metal incide. Desses e de outros modos, Braz Marinho cria objetos que recusam o claustro de demarcações precisas.

Críticas

Raul Cordula

O partido artístico de Braz não se limita a ver obra por obra isoladamente como composições geométricas independentes. Ele não se limita ao quadro nem à escultura, muito menos ao objeto estético seja ele qual for. Sua produção recente, foco destes comentários, é um conjunto de trabalhos que, embora contendo a diversidade de um conjunto, resulta numa só obra, um poema visual sobre estes conceitos. Não me refiro aqui à categoria da ?poesia visual?, mas à tensão poética que o artista coloca nesta obra carregada de sentido lúdico e de possibilidades surpreendentes.




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